Eu já gostei de paradoxos um dia:
quando acreditei que saudade era presença.
Eu já gostei de eufemismos:
quando acreditei que estar longe não era ausência.
Eu já gostei de achar que o tempo passa depressa.
Eu costumava sentir meu coração em festa.
Já deixei de achar, de gostar, de acreditar, de costumar...
Só não deixei de me perder...
De me perder na imensidão daquele mar.
sábado, 21 de novembro de 2009
Sábado
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
Se o mundo acabasse em 2012...
Eu, a partir de meados de novembro até dia 31 de dezembro de 2011, pararia de perder tempo! Me esforçaria (muito, mas muito mesmo!) para passar no vestibular e poder, enfim, experimentar a vida universitária. Faria uma viagem internacional com pessoas queridas. Faria todas as tatuagens que já pensei em fazer até hoje. Pintaria meu cabelo de cores diferentes todo mês. Aprenderia a tocar bateria o mais rápido possível. Jogaria na loteria todos os dias, comeria chocolate todos os dias e tomaria sorvete todos os dias! Faria parte de inúmeros trabalhos sociais e ajudaria o maior número possível de pessoas. Enfim, eu saciaria todas as minhas vontades que eu vivo adiando por falta de tempo... E se o mundo acabasse em 2012 faltaria tempo para todas as minhas vontades.
Pauta para o TDB: "Se o mundo acabasse em 2012, eu..."
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domingo, 15 de novembro de 2009
Dois mil e nove motivos para não esquecer 2009!
No dia trinta e um de dezembro de dois mil e oito eu não tinha nenhuma lista, nenhuma expectativa para o novo ano. Mas quando o relógio marcou meia noite, quando ouvi o barulho dos fogos, logo senti que seria um ano muito especial. Tenho certeza de que entrei em 2009 com o pé direito: o primeiro dia do ano me fez acreditar em amor à primeira vista. Trezentos e sessenta e cinco dias de renúncia, escolhas e decisões difíceis: escolha do curso universitário, vestibular e despedidas. O último ano do ensino médio foi incrível, jamais vou me esquecer dos trotes, das brincadeiras, dos professores, dos funcionários da escola, das festinhas que fizemos. Foi o ano da minha maioridade! Ter feito dezoito anos foi maravilhoso, foi melhor do que imaginava. Foi um ano de fazer planos, de pensar no futuro. Foi um ano que cobrou de mim responsabilidade e maturidade. Os momentos difíceis me ajudaram a descobrir que eu sou mais forte e corajosa do que imaginava. Os momentos felizes me deram força para não desistir dos meus sonhos, afinal são esses momentos que valem a pena e fazem a diferença. Foi um ano de transformações: corte e cor de cabelo novos exteriorizaram mudanças interiores. Realizei desejos. Cumpri metas. Aproveitei o meu tempo. Dei sorrisos mais sinceros. Dois mil e nove foi um ano perfeito, intenso, não poderia ter sido melhor... Vai acabar deixando aquele gostinho de "quero mais". Tenho dois mil e nove motivos para não esquecer dois mil e nove!
Pauta para o TDB: "Retrospectiva 2009"
Postado por Gabi às 15:16 2 comentários
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Ela
Ela sempre procurou por respostas logo no primeiro parágrafo. Mas, quase sempre, é preciso ler o livro todo. A sede por respostas só trouxe para ela mais perguntas e questionar é sempre perigoso. Na maioria das vezes ninguém ouve de fato o que gostaria de ouvir. Ela conheceu, então, o mundo como ele é. Cego. Estúpido. Lotado de pessoas que no fim só querem poder e solidão. Um mundo egoísta, maquiado. Que se esconde atrás de melodias encantadoras. Ela sempre admirou acordes perfeitos e doces. Mas, agora, suas canções interiores machucariam qualquer ouvido. Se antes pisava em ovos, agora pisa em areia movediça. Se era sempre outono, agora é sempre inverno. O brilho nos olhos já não existe mais. Agora ela é opaca por dentro e por fora. Acabou sem poder, mas encontrou a solidão. Acabou. Tudo acabou. Agora ela se esconde atrás de outros acordes...
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Eu sei tudo que é importante saber agora
Habita em mim uma distância; sem medidas, que por mais imensurável que seja, se torna maior a cada dia que passa. Mas, de repente, eu sei que não é a distância que aumenta - é a saudade.
As dúvidas tomam conta de mim. Cruéis. Me fazem perder a cabeça, a razão. Ao mesmo tempo que sei de tudo não sei de nada. Isso me torna insuportavelmente inconstante. Mas, de repente, sei que duvidar é bom. Se temos dúvidas é porque temos opções, caminhos diferentes. E se temos caminhos diferentes, por que não traçar um "retorno" em todos eles? É sempre bom saber que podemos voltar e recomeçar a qualquer momento.
Sei que o ciúme é um veneno. Sei que a vingança é um prato que se come frio. Sei que amores e amigos vêm e vão. Sei que saber demais torna as pessoas arrogantes.
Sei que no momento perguntar demais é inútil. Cobrar demais é fazer desmoronar em segundos aquilo que demorei para construir. Sentir demais é ignorar a razão. Querer demais é arriscar demais.
Agora é hora de colocar tudo no lugar, de preservar aquilo que tenho de mais importante. É hora de decidir...
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
E o Enem acabou em pizza
O ano letivo já tinha começado quando as regras do jogo mudaram. Regras que abriram um leque de dúvidas e que causaram bastante dor de cabeça, ninguém sabia o que de fato esperar. O Enem passaria a fazer parte do processo de seleção de inúmeras universidades. E quando a poeira abaixou o inesperado aconteceu: a prova foi roubada na semana em que seria aplicada. "De quem é a culpa?" é a pergunta que menos importa no momento. Todos nós sabemos que o Brasil ainda deixa muito a desejar quando o assunto é educação. Mas a pergunta que não quer calar é esta: "E agora, como vai ser?" - imploramos pela resposta. Sinceramente? Eu sou vestibulanda e acho que já é um caos ter que escolher o curso e a universidade, ter que estudar dia e noite para ser aprovada, é difícil aguentar a pressão da família... Para no fim das contas o sistema falhar e criar uma atmosfera de dúvidas acerca da credibilidade da prova. Será que a prova foi realmente furtada pela primeira vez? Existem muitas perguntas, poucas respostas e um prejuízo em massa - o dinheiro que será gasto para impressão e aplicação das novas provas poderia ser utilizado para a melhoria de setores como saúde e educação por exemplo. Foi uma vergonha para o nosso país. No Brasil até o Enem acabou em pizza.
Pauta para o TDB:
"Enem: e agora?"
Postado por Gabi às 10:42 3 comentários
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Zero hora
Zero hora. Zero zelo. Zero eu. Zero você. Zero nós. Zero. Antes zero, agora saldo negativo. Antes fosse zero agonia, zero desespero, zero melancolia. Mas a vida - uma multiplicação por zero. Zero hora, ainda espero. Zerou minha paz, minha paciência, minha memória - penitência. Zero medo, quem me dera. O resto é zero - a esquerda -, desprezível, sem importante significado.
Postado por Gabi às 19:51 6 comentários







