terça-feira, 5 de janeiro de 2010

I miss you already, yeah, I miss you always

Ânsia.
Ansiedade.
Tensão.
Aflição.
E o tempo que passa sem passar.
E uma caneta em minhas mãos já não são mais uma pena: são um fardo.
E essa caminhada longa torna-me como você: farto.
E, quem me dera, meus sonhos já fossem realidade: fato.

Eu sempre acreditei que a música é o que existe de melhor. Música é companhia. E se a música é o corpo, as palavras são a alma. E compartilhar música é compartilhar de corpo e alma o que há de melhor.

Off he goes - Pearl Jam

Know a man, his face seemed pulled and tense
Like he's riding, on a motorbike in the strongest winds
So I approach with tact, suggest that he should relax
But he's always moving much too fast

Said he'll see me on the flipside
On this trip he's taken for a ride
He's been taking too much on
There he goes with his perfectly unkept clothes
There he goes

He's yet to come back, but I've seen his picture
It doesn't look the same up on the rack
We go way back

And I wonder bout his insides
Its like his thoughts are too big for his size
He's been taken, where I don't know
Off he goes with his perfectly unkept hope
There he goes

And now I rub my eyes, for he has returned
Seems my preconceptions are what, should've been burned
For he still smiles, and he's still strong
Nothing's changed but the surrounding bullshit, that has grown

And now he's home, and we're laughing
Like we always did my same old, same old friend
Until a quarter to ten
I saw the strain creep in
He seems distracted and I know just what is going to happennext
Before his first step, He's off again.




sábado, 28 de novembro de 2009

Saturday again

São poucas as vezes que escrevo por escolha. Talvez escolha não seja a palavra certa; mas essas são as incapacidades do ofício, de pessoas como eu - escritores que não escrevem. Agora sei que a palavra certa é decisão: tanto para substituir escolha quanto para ser protagonista da minha vida. E agora consigo definir as "incapacidades do ofício", expressão que na verdade deveria estar no singular, mas o significado atribui a ela pluralidade: incapacidade de transformar pensamentos e sentimentos em palavras. Isso me incomoda. As palavras alheias sempre causam um rebuliço em mim e eu não consigo causar um rebuliço em mim com as minhas palavras. E eu sei que isso se chama insegurança. Mas sei que as minhas palavras são fruto de um rebuliço. E eu sei que isso se chama incoerência e que a minha incoerência é indecisão.
Antes eu fosse insana e inconsciente.
Mas até a minha insanidade não segue regras habituais.
Estou aqui esperando um telefonema que pode me acalmar. E eu sei que o telefone não vai tocar, mas eu gosto da minha esperança banal.
Estou aqui, querendo que os dias passem logo. Mas o que eu quero mesmo é esconder todos os relógios do mundo.
Estou aqui, ouvindo e sentindo meu coração bater, enquanto queria colocá-lo dentro de uma caixinha e doá-lo para alguém que possa cuidar dele melhor do que eu.
Eu já estou no próximo passo...
E tendo pesadelos e sofrendo com eles, mesmo sabendo que eles são irreais.
Estou procurando as respostas em você, que tem as mesmas incoerências que eu.
E estou com sono, mas um sono diferente... Daqueles em que a gente fecha os olhos e dorme para sempre... e sonha, e sonha...

sábado, 21 de novembro de 2009

Sábado

Eu já gostei de paradoxos um dia:
quando acreditei que saudade era presença.
Eu já gostei de eufemismos:
quando acreditei que estar longe não era ausência.
Eu já gostei de achar que o tempo passa depressa.
Eu costumava sentir meu coração em festa.
Já deixei de achar, de gostar, de acreditar, de costumar...
Só não deixei de me perder...
De me perder na imensidão daquele mar.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Se o mundo acabasse em 2012...

Eu, a partir de meados de novembro até dia 31 de dezembro de 2011, pararia de perder tempo! Me esforçaria (muito, mas muito mesmo!) para passar no vestibular e poder, enfim, experimentar a vida universitária. Faria uma viagem internacional com pessoas queridas. Faria todas as tatuagens que já pensei em fazer até hoje. Pintaria meu cabelo de cores diferentes todo mês. Aprenderia a tocar bateria o mais rápido possível. Jogaria na loteria todos os dias, comeria chocolate todos os dias e tomaria sorvete todos os dias! Faria parte de inúmeros trabalhos sociais e ajudaria o maior número possível de pessoas. Enfim, eu saciaria todas as minhas vontades que eu vivo adiando por falta de tempo... E se o mundo acabasse em 2012 faltaria tempo para todas as minhas vontades.

Pauta para o TDB: "Se o mundo acabasse em 2012, eu..."

domingo, 15 de novembro de 2009

Dois mil e nove motivos para não esquecer 2009!

No dia trinta e um de dezembro de dois mil e oito eu não tinha nenhuma lista, nenhuma expectativa para o novo ano. Mas quando o relógio marcou meia noite, quando ouvi o barulho dos fogos, logo senti que seria um ano muito especial. Tenho certeza de que entrei em 2009 com o pé direito: o primeiro dia do ano me fez acreditar em amor à primeira vista. Trezentos e sessenta e cinco dias de renúncia, escolhas e decisões difíceis: escolha do curso universitário, vestibular e despedidas. O último ano do ensino médio foi incrível, jamais vou me esquecer dos trotes, das brincadeiras, dos professores, dos funcionários da escola, das festinhas que fizemos. Foi o ano da minha maioridade! Ter feito dezoito anos foi maravilhoso, foi melhor do que imaginava. Foi um ano de fazer planos, de pensar no futuro. Foi um ano que cobrou de mim responsabilidade e maturidade. Os momentos difíceis me ajudaram a descobrir que eu sou mais forte e corajosa do que imaginava. Os momentos felizes me deram força para não desistir dos meus sonhos, afinal são esses momentos que valem a pena e fazem a diferença. Foi um ano de transformações: corte e cor de cabelo novos exteriorizaram mudanças interiores. Realizei desejos. Cumpri metas. Aproveitei o meu tempo. Dei sorrisos mais sinceros. Dois mil e nove foi um ano perfeito, intenso, não poderia ter sido melhor... Vai acabar deixando aquele gostinho de "quero mais". Tenho dois mil e nove motivos para não esquecer dois mil e nove!

Pauta para o TDB: "Retrospectiva 2009"

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ela

Ela sempre procurou por respostas logo no primeiro parágrafo. Mas, quase sempre, é preciso ler o livro todo. A sede por respostas só trouxe para ela mais perguntas e questionar é sempre perigoso. Na maioria das vezes ninguém ouve de fato o que gostaria de ouvir. Ela conheceu, então, o mundo como ele é. Cego. Estúpido. Lotado de pessoas que no fim só querem poder e solidão. Um mundo egoísta, maquiado. Que se esconde atrás de melodias encantadoras. Ela sempre admirou acordes perfeitos e doces. Mas, agora, suas canções interiores machucariam qualquer ouvido. Se antes pisava em ovos, agora pisa em areia movediça. Se era sempre outono, agora é sempre inverno. O brilho nos olhos já não existe mais. Agora ela é opaca por dentro e por fora. Acabou sem poder, mas encontrou a solidão. Acabou. Tudo acabou. Agora ela se esconde atrás de outros acordes...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Eu sei tudo que é importante saber agora

Habita em mim uma distância; sem medidas, que por mais imensurável que seja, se torna maior a cada dia que passa. Mas, de repente, eu sei que não é a distância que aumenta - é a saudade.

As dúvidas tomam conta de mim. Cruéis. Me fazem perder a cabeça, a razão. Ao mesmo tempo que sei de tudo não sei de nada. Isso me torna insuportavelmente inconstante. Mas, de repente, sei que duvidar é bom. Se temos dúvidas é porque temos opções, caminhos diferentes. E se temos caminhos diferentes, por que não traçar um "retorno" em todos eles? É sempre bom saber que podemos voltar e recomeçar a qualquer momento.

Sei que o ciúme é um veneno. Sei que a vingança é um prato que se come frio. Sei que amores e amigos vêm e vão. Sei que saber demais torna as pessoas arrogantes.

Sei que no momento perguntar demais é inútil. Cobrar demais é fazer desmoronar em segundos aquilo que demorei para construir. Sentir demais é ignorar a razão. Querer demais é arriscar demais.

Agora é hora de colocar tudo no lugar, de preservar aquilo que tenho de mais importante. É hora de decidir...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

E o Enem acabou em pizza

O ano letivo já tinha começado quando as regras do jogo mudaram. Regras que abriram um leque de dúvidas e que causaram bastante dor de cabeça, ninguém sabia o que de fato esperar. O Enem passaria a fazer parte do processo de seleção de inúmeras universidades. E quando a poeira abaixou o inesperado aconteceu: a prova foi roubada na semana em que seria aplicada. "De quem é a culpa?" é a pergunta que menos importa no momento. Todos nós sabemos que o Brasil ainda deixa muito a desejar quando o assunto é educação. Mas a pergunta que não quer calar é esta: "E agora, como vai ser?" - imploramos pela resposta. Sinceramente? Eu sou vestibulanda e acho que já é um caos ter que escolher o curso e a universidade, ter que estudar dia e noite para ser aprovada, é difícil aguentar a pressão da família... Para no fim das contas o sistema falhar e criar uma atmosfera de dúvidas acerca da credibilidade da prova. Será que a prova foi realmente furtada pela primeira vez? Existem muitas perguntas, poucas respostas e um prejuízo em massa - o dinheiro que será gasto para impressão e aplicação das novas provas poderia ser utilizado para a melhoria de setores como saúde e educação por exemplo. Foi uma vergonha para o nosso país. No Brasil até o Enem acabou em pizza.

Pauta para o TDB:
"Enem: e agora?"

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Zero hora

Zero hora. Zero zelo. Zero eu. Zero você. Zero nós. Zero. Antes zero, agora saldo negativo. Antes fosse zero agonia, zero desespero, zero melancolia. Mas a vida - uma multiplicação por zero. Zero hora, ainda espero. Zerou minha paz, minha paciência, minha memória - penitência. Zero medo, quem me dera. O resto é zero - a esquerda -, desprezível, sem importante significado.

domingo, 13 de setembro de 2009

Pauta dupla para o TDB!

Infância querida, adeus.


Não percebi quando deixei de ser criança. Foi natural. Espontâneo. As bonecas foram guardadas dentro do guarda-roupas junto com os demais brinquedos. As cores das roupas foram mudando, o rosa foi desaparecendo. O estilo das roupas também mudaram. Os meus cds infantis foram doados, o gosto musical foi radicalmente alterado. Deixei de frequentar o parquinho aos domingos. Deixei de só pensar em brincar, brincar e brincar. As responsabilidades foram sendo adicionadas, os livros começaram a ocupar o lugar dos meus ursinhos de pelúcia. O meu corpo foi mudando. As amizades foram mudando. Tudo mudou. É estranho olhar para espelho e perceber que não somos mais crianças. Perdemos o ar pueril, ganhamos um ar responsável e maduro. Minha mãe sempre dizia que quando eu crescesse eu iria sentir saudades de ser criança, mas eu não acreditava. Hoje o que eu mais quero é poder voltar no tempo, pelo menos um pouquinho, pra viver de novo aqueles dias maravilhosos. Aqueles dias de criança.

Pauta para o TDB:
"Quando percebi que não era mais criança"



Um, dois, três, ação!


Preto-e-branco, mudo, de aventura, romântico, ficção, trash, suspense, terror, drama. Não importa o roteiro, a trilha sonora, os atores coadjuvantes. A minha vida daria um filme. Um, não. Vários! Começando pelos terríveis natais chuvosos, passando por amores não correspondidos, por tentativas de cola fracassadas, por uma festa supresa que não era nenhuma surpresa, por beijos na chuva, por coisas feitas por debaixo do pano, por micos, por brigas que não acabaram bem, por pedidos de desculpas emocionantes, por declarações de amor, por um reveillón magnífico, por todas as peculiaridades que a minha vida tem. Aquela fase nerd, a fase rock'n roll, a fase pink, a fase o-que-eu-quero-ser-quando-eu-crescer?, a fase revoltada, a fase x, a fase y... pronto, já dá um sucesso de bilheteria. Todos os dias eu imagino a minha vida dentro de uma tela, e para cada momento uma música, e para cada passo uma surpresa inesperada. É como se montasse aos poucos um filme, com os fragmentos da minha memória. Não importa se é para sorrir ou se é para chorar. Os erros de filmagem são as pedras que encontrei durante o meu percurso. O making of eu deixo para as pessoas mais especiais da minha vida editarem. Os créditos eu deixo em aberto, sempre vai ter um nome para ser adicionado. Do final eu não sei, só sei que não quero que acabe na vida como ela é. Quero um final feliz. Quero um "felizes para sempre".

Pauta para o TDB:
"Minha vida daria um filme!"